Você sabe como apoiar alguém que está parando de fumar?

Você sabe como apoiar alguém que está parando de fumar?

Quando uma pessoa está diminuindo a quantidade de cigarros consumidos na tentativa de parar, é comum sentir alguns sintomas como: ansiedade, irritabilidade, humor deprimido, inquietação, insônia, desconcentração, dor de cabeça, muita vontade de fumar, entre outros. A intensidade dos sintomas varia de pessoa para pessoa. A maioria destes sintomas costuma desaparecer logo na primeira semana sem o cigarro. Lidar com esses sintomas é difícil tanto para o fumante como para as pessoas à sua volta, pois muitas vezes ficam sem saber como reagir ou como ajudar. É muito importante que a família e amigos saibam que estes sintomas podem aparecer, que é algo normal, mas passa. Neste momento, é importante procurar poupar a pessoa de situações estressantes e que gerem ansiedade. Nos piores momentos, o mais adequado é que a pessoa tenha um ambiente tranquilo e acolhedor para ficar. A vontade intensa de fumar (a fissura) é um dos sintomas que mais demoram para passar. Pessoas que estão há muito tempo sem fumar relatam que a vontade após alguns anos passa a ser quase inexistente, sendo algo muito esporádico. Nos momentos de crise, vale lembrar que a fissura é como uma onda: ela nasce, cresce, mas depois desaparece. Em geral a vontade passa em alguns poucos minutos (5 a 10 minutos), mais rápido ainda se a pessoa faz ou pensa em outras coisas, e não alimenta essa vontade. Um grande apoio é ajudar a pessoa a se distrair, fazer coisas agradáveis e prazerosas. Se a pessoa que parou ou diminuiu o cigarro relata que quer fumar, que está sentindo muita vontade, lembre-a que esta vontade passa, e que vai valer muito a pena deixar passar e resistir. Quanto mais superar a vontade de fumar, mais confiante e capaz vai se sentir.

A família e os amigos podem mostrar seu apoio e ajudar no que for necessário.  Perguntar no que pode ajudar, respeitar as decisões e estratégias elaboradas pelo tabagista, facilitar o cumprimento das metas, facilitar a busca por tratamento, se for necessário, facilitar os primeiros dias sem o cigarro. Elogiar e reconhecer a conquista, mesmo que pequenas, estimular a autoestima e a noção de que a pessoa é capaz. Ajudar a renovar o compromisso de ficar sem fumar quando houver uma recaída, não com pressão ou cobranças, não boicotar o processo. É relevante ser empático, assertivo e afetuoso com a pessoa que está nesse processo.

Hewdy Lobo Ribeiro

CREMESP 114681

Médico Psiquiatra Forense pela ABP

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